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A História

Sabemos que um anel pode ser uma promessa de amor eterno ou que um colar nos pode recordar alguém que já partiu. Quando investimos em joalharia, investimos em histórias - as histórias que sonhamos viver e as histórias que jamais poderemos esquecer.

Acreditamos que um artesão para ser digno de moldar a sua história em metal deve ele próprio estar “mergulhado” na sua história. Nós estamos. De facto, as nossas raízes são profundas - cinco gerações, para ser mais exacta.

Onde estamos?

O lugar é Portugal. Um país à beira mar plantado de incalculável beleza, com um povo extraordinário (no mínimo!). Era o crepúsculo da gloriosa época dos Descobrimentos no século XV, quando os nossos navegadores alcançaram feitos incomparáveis e sem precedente. Nessa época, a coroa Portuguesa trouxe pedras preciosas e metais das suas províncias ultramarinas. Foi então que os nossos ancestrais começaram a trabalhar o ouro e a prata. Foi este o despertar da filigrana.

Artesão

A aurora da filigrana...

A nossa história é a história universal dos artesãos de filigrana Portugueses. Começa com um ourives de sua graça Francisco. Um homem alto, espadaúdo, de poucos sorrisos, mas incrivelmente trabalhador. Passava horas e horas na sua modesta oficina a tentar reproduzir em filigrana o que via à sua volta: a natureza, o amor, a religião. Das suas mãos saíam peças de incrível delicadeza e beleza. Era loucamente apaixonado pela sua esposa, Maria, e inspirava-se nela para criar algumas das suas obras. Maria enchia meticulosamente as peças, fio por fio, enquanto ele fazia o esqueleto, e assim passavam a melhor parte dos sete dias da semana, juntos—as suas vidas e o seu trabalho estavam em perfeita harmonia.

Um dia Francisco foi hospitalizado devido a uma complicação pulmonar grave. Sabendo que tinha pouco tempo de vida, chamou Maria e suplicou-lhe: “Não deixes que a arte morra. A tradição deve perdurar” Maria concordou. O amor que os unia era tão forte que poucos meses depois Maria também faleceu… mas não sem antes persuadir os seus filhos a fazerem-lhe a mesma promessa. Ela cumpriu a promessa que fizera a Francisco no final da sua vida. Mais ainda, honrou a promessa que lhe fizera no seu início—os votos de casamento. A sua união superou até a morte e os seus anéis—os frutos mais preciosos do seu trabalho—foram testemunhos dessa união.

Francisco e Maria representam os ancestrais universais da filigrana. São como nós imaginamos os trisavós da filigrana: revolucionários, persistentes, enigmáticos. Embora a joalharia tenha crescido estilisticamente e mudado com os tempos, o cunho da manufactura persiste. A arte continua. E vai continuar. Enquanto selecionamos diferentes peças de diversos artesãos Portugueses, estamos a planear montar a nossa própria oficina de artesãos do futuro—para que possamos promover jovens a aprenderem esta arte, para que ela possa perdurar.

Somos o reflexo dos nossos avôs, e estes são o reflexo dos seus avôs: trabalhadores, inspiradores, e tremendamente generosos. Tal reflecte-se também nos nossos sonhos. Concretizar a missão dos nossos trisavôs não é um dever. É um verdadeiro chamamento. O intuito da Filigrana Portuguesa é mais do que uma missão. É uma devoção:

Artesão e Peça

A nossa história...

As nossas histórias são o que nos torna humanos. São o terreno comum onde nos afirmamos para encontrar conexão e propósito. A Filigrana Portuguesa imortaliza as suas histórias - contadas e por contar - com a nossa manufactura, para que nunca se separe delas…

Ana Luísa  (Sócia e fã incondicional da Filigrana Portuguesa)

Somos duas irmãs Portuguesas e um marido criativo, que reconhecem que o legado do Francisco e da Maria é a realidade de muitas famílias e gerações de filigrana Portuguesa. À medida que estas histórias se perdem lentamente no esquecimento, fortalece a nossa compreensão da nossa missão: nenhuma tradição—especialmente nenhuma tão alimentada pelo amor—deve ser esquecida.

Ajude-nos a contar a nossa história para que possamos continuar a contar a sua.